Bem acima dessa cidade de Sfax, de onde te atirarás às águas a caminho das ilhas de Kerkennah, existiu Cartago, a célebre cidade lendariamente fundada por Dido, que depois de matar uma vaca, lhe cortou a pele em tiras tão finas que serviram para delimitar a cidade.
E sempre à procura de histórias e de coincidências, lembro-me que Dido também se chamava Elisa. Ora vivendo tu tão perto do célebre "chalet" da condessa D'Edla, de seu nome Elisa Hensler, lá vais tu para terras de uma outra Elisa.
A de cá apaixonou-se por D. Fernando II, a outra por Eneias. A primeira viveu feliz a sua paixão, a africana, abandonada por Eneias, apunhalando-se e morrendo de desgosto, como tão bem o nosso poeta arcádico, Pedro Correia Garção, nos deixou dito nos belos versos da "Cantata de Dido".
"A Cantata de Dido" inspirada no IV Livro da Eneida começa assim: "já no roxo oriente bronzeado /as prenhes velas da troiana frota/entre as vagas azuis do mar dourado/sobre as asas dos ventos se esconderam".
Desta vez a tua Mariana não vai poder ir contigo por causa da Marta que está para nascer, mas levas a Marta contigo, já que Marta em aramaico, no fundo não muito longe de onde vais, quer dizer senhora da casa, e é por isso que cá fica, mas levas como sempre o teu adorado Mano Manel.
Um grande beijo, tão antigo que já vem do tempo dos Fenícios.
Pai
Assim que souber informações sobre quem são tentarei fornecer aqui mais dados.


